terça-feira, 30 de junho de 2015

A EDUCAÇÃO ESTÁ MORRENDO......



A educação moderna está em processo de falência no mundo todo. Educar tem sido uma tarefa desgastante e pouco eficiente. Não por falta de educadores, nem pela falta de limites dos filhos impostas pelos pais, mas por um problema mais grave que está ocorrendo nos bastidores da mente humana e que os cientistas sociais e os pesquisadores da psicologia não estão compreendendo.

O ritmo de construção de pensamento do homem moderno acelerou-se doentiamente, gerando a síndrome SPA, Síndrome do Pensamento Acelerado.

Os jovens estão desenvolvendo coletivamente a síndrome SPA. Tal síndrome faz com que eles busquem ansiosamente novos estímulos para excitar suas emoções e como não os encontram, ficam agitados e inquietos. A sala de aula tornou-se um canteiro de tédio e stress, por isso não se concentram e têm pouco interesse em aprender.
Os professores são como cozinheiros que elaboram alimentos para uma platéia sem apetite. Os conflitos em sala de aula estão levando os professores a adoecer coletivamente no mundo todo. Na Espanha 80% deles estão profundamente estressados.

No Brasil, de acordo com uma pesquisa desenvolvida pela Academia de Inteligência, um instituto que dirijo, 92% dos educadores estão com três ou mais sintomas de stress e 41% estão com dez ou mais, dos quais se destacam: cefaléia, dores musculares, excesso de sono, irritabilidade. Como eles conseguem trabalhar? Às custas de prejudicar intensamente sua qualidade de vida.

A ESCOLA DESCONSIDEROU O MAIOR EDUCADOR DO MUNDO

A Escola incorporou muitas teorias, mas não levou em consideração o maior educador do mundo. Se as escolas estudassem e usassem, sem uma bandeira religiosa, psicopedagogia e os princípios de inteligência do mestres dos mestres, certamente ocorreria uma revolução em sala de aula.

O que é educar? Educar é produzir um homem feliz e sábio. Educar é produzir um homem que ama o espetáculo da vida. Desse amor, emana a fonte da inteligência. Educar é produzir uma sinfonia em que rimam dois mundos: o das idéias e o das emoções.

Se as escolas conhecessem os procedimentos educacionais que Jesus aplicou, elas não apenas formariam um homem saudável, mas teriam professores com tais qualidade de vida.

Infelizmente, quase ninguém valoriza os educadores. Entretanto, eles são os profissionais mais nobres da sociedade. Os psiquiatras tratam do homem doente e os juizes julgam os réus. E os professores? Eles educam o homem para que ele não tenha transtorno psíquico e nem se sente no banco dos réus. Os professores embora desvalorizados, são os alicerces da sociedade. Eles precisam ter subsídios para resolver os conflitos em sala de aula, educar a emoção, e fazer laboratórios do desenvolvimento da inteligência.

Jesus fazia laboratórios educacionais do mais alto nível. Fazia laboratórios das funções mais importantes da inteligência, laboratório de superação, laboratório de treinamento de caráter, oficina de psicologia preventiva. Quem andava com Ele resgatava o sentido da vida e desejava ser eterno. Quem deseja ser eterno é porque aprendeu a amar a vida, a realçar sua auto-estima e a não gravitar em torno de seus sofrimentos. Esta é uma faceta da inteligência espiritual.

Quando o mestre da emoção dizia: “Amai o próximo como a ti mesmo”, ele estava fazendo um excelente laboratório de auto-estima. Se não amar a vida que pulsa em mim, independentemente dos meus erros, como vou amar o próximo? Não espere amar as pessoas se você não ama a sua vida. Não espere ser solidário com os outros se você é carrasco de si mesmo.

Jesus sabia ensinar os homens a pensar e a navegar nas águas da emoção. Queria tratar das feridas da alma e cuidar do bem estar das pessoas. Não estava preocupado com a sua imagem social. Corria todos os riscos por causa de um ser humano.

Será que muitos que o admiram são capazes de amar um ser humano desse modo? Você compreende que por trás dos belos sorrisos das pessoas que o rodeiam, há algumas profundamente feridas e que elas não sabem como pedir ajuda?

Ficaremos pasmados as estudar que mesmo quando estava morrendo, Jesus fazia raio X das emoções das pessoas e se preocupava com elas. O sangue que escorria pelo seu corpo não era suficiente para fazê-lo deixar de se preocupar com cada ser humano. Suas lesões musculares não conseguiam sufocar seu ânimo. Ele tinha uma capacidade irrefreável de amar e refrigerar a alma humana.

Que título podemos dar a Ele senão: MESTRE DO AMOR.

Extraído do Livro Análise da Inteligência de Cristo V, Augusto Cury, Academia da Inteligência, São Paulo, SP.

Fonte: https://prbetoluz.wordpress.com

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Agradeço a sua visita e volte sempre!