sexta-feira, 21 de março de 2014

E as famosas Mordidas?


As mordidas são uma forma da criança de até três anos se comunicar e expressar sentimentos, podendo demonstrar carinho ou descontentamento.
A tarde prometia ser divertida para Rogério*, 1 ano e 5 meses, e seus primos. Tudo corria bem até o menino entrar numa cabana de brinquedo e a prima Bruna*, 3 anos, dona da barraca, segui-lo. Contrariado com a "invasão", Rogério cravou os dentes no braço da menina. Ela chorou inconsolável. E ele ficou quietinho ouvindo as broncas da mãe. Se você também tem um pequeno mordedor em casa, acalme-se. A mordida é uma das formas que as crianças têm de demonstrar insatisfação. Também costumam empurrar ou jogar objetos longe. Isso tudo é esperado em uma fase de comunicação rudimentar, enquanto a criança não consegue se expressar bem com palavras. Acrescente-se a isso impulsividade. As emoções ainda não estão sob controle. E a combinação dá muitas vezes em uma mistura explosiva. Quando a criança dessa idade quer algo e o objeto desejado está na mão de outro, entra em disputa. "Como tem urgência em resolver a questão, ela reage com a parte do corpo que tem mais coordenação, que é a boca, região que usa intensamente desde o nascimento", explica a psicóloga Lúcia Franco da Silva, da Faculdade de Psicologia da PUC-SP.

Muitos professores enfrentam constantemente o choro de dor de uma criança e a indignação de um pai. Apesar de comum, a situação é um desafio na Educação Infantil. Afinal, por que os pequenos gostam tanto de fazer isso? Desde o aparecimento da dentição, até por volta dos dois anos, eles adoram abocanhar brinquedos, sapatos e até os pais, professores e amigos para descobrir-se e identificar sensações e movimentos.
Sigmund Freud (1856-1939), fundador da psicanálise, definiu como fase oral o período em que a criança sente necessidade de levar à boca tudo o que estiver ao seu alcance, pois o prazer vital está ligado à nutrição. Assim, ela experimenta o mundo e não compreende que a mordida machuca e causa dor. A consciência do fato só surge a partir dos três anos, quando há compreensão de que essa é uma forma de agredir o colega.
As dentadas podem começar tanto em casa quanto na escola. Pais e professores precisam refrear as mordidas para que não se tornem um hábito. Além de conter a reação agressiva, é preciso ser coerente e manter sempre a mesma postura. Reprimir em um momento e achar engraçadinho em outro só trará prejuízos. Então, não resta outro jeito senão a repetição das regras. É cansativo, mas todos só têm a ganhar. Ao dizer à criança que a mordida dói estaremos, de forma simples, chamando a atenção para um valor muito Informativo importante que é o respeito ao próximo. Geralmente quando a criança começa a viver em
grupo, acaba descobrindo como se defender e se impor entre os coleguinhas. Assim, chegará o momento em que ela avisará ao amigo mordedor que não gostou e não quer ser mordida de novo. Porém, nunca devemos ensinar as crianças a revidar para não estimular a agressão, comportamento indesejável em qualquer etapa da vida do indivíduo.




Créditos: Informativo Colégio Novo Mundo
Bibliografia
Revista Nova Escola – Edição Especial: Educação Infantil - vol. 17. www.revistacrescer.globo.com. Conteúdo on line - Seção: Seus Filhos.
Quer saber mais?
As Necessidades Essenciais das Crianças, T. Berry Brazelton e Stanley I. Greenspan, 214 págs., Ed.
Artmed.

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